Muitas vezes somos questionados pelos irmãos não Católicos e até acusados de "heresias" ( muitos que nos acusam nem sabem o significado desta palavra, apenas repetem o que houvem), pois bem, eis a explicação do porque é comum recebermos apenas a Hóstia Consagrada e não o vinho.
Em primeiro lugar, há algumas Igrejas que as pessoas comungam do pão e do vinho, nisso não há impedimento o Bispo pode muito bem autorizar desde que não haja profanação das Espécies.
A Igreja Católica têm um zelo especial com o Corpo e o Sangue de Cristo após estes serem consagrados, sabemos que após a consagração Jesus está presente tanto no Pão quanto no Vinho em: Corpo, Sangue, Alma e Divindade, dessa forma quando comungamos apenas o Pão, estamos recebendo Cristo em toda sua plenitude, da mesma forma que, quando comungamos apenas do Vinho Cristo também se faz presente em toda a sua plenitude.
Para que não haja o risco de profanação do Sangue de Cristo e a Igreja optou pela comunhão apenas do Pão Consagrado, outro ponto que devemos entender é o seguinte: Quando sobra as Partículas Consagradas estas ficam guardadas no Sacrário, imaginem que uma Igreja opte pela comunhão também do Vinho Consagrado e este acaba sobrando, é obvio que será impossível mantê-lo no Sacrário acarretando assim a sua perda e Cristo não ficará mais ali presente.
VEJAMOS O QUE DIZ NO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:
1374. (...) No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão 'contidos verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, por conseguinte, Cristo inteiro' (Catecismo de Trento). 'Esta presença é denominada 'real', não a título exclusivo, como se as outras presenças não fossem 'reais', mas por excelência, porque é substancial, e por ela Cristo, Deus e homem, se faz totalmente presente' (MF 39).
1376. O Concílio de Trento resume a fé católica quando afirma: 'Porque Cristo, Nosso Senhor, disse que o que ofereceria sob a espécie de pão era verdadeiramente seu Corpo, a Igreja sempre manteve esta convicção, que declara novamente o Santo Concílio: pela consagração do pão e do vinho se opera a mudança de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor e de toda a substância do vinho na substância de seu Sangue; a Igreja Católica chamou 'transubstanciação' justa e apropriadamente a esta mudança' (DS 1642).
1413. Pela consagração se realiza a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade' (cf. Catecismo de Trento, DS 1640; 1651).'

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